“Imaginar é mais importante que saber, pois o conhecimento é limitado enquanto a imaginação abraça o Universo” - Albert Einstein

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Jornal ''O Poder Popular'', edição de número 33, junho de 2018, editado pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB)



Jornal ''O Poder Popular'', edição de número 33, junho de 2018, editado pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB). 

Nessa edição: 

1) Editorial: Em defesa da Petrobras 100% estatal! 
2) Economia: O Brasil capitalista afunda no desemprego, na miséria e na violência 
3) Movimentos Sociais: A carroceria sobre as costas - O perfil social dos caminhoneiros 
4) Política: A política de desmonte da Petrobras 
5) Economia: Política de extermínio da ditadura foi ordenada pela cúpula militar. Ditadura nunca mais!
6) Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro: A Luta das Mães Trabalhadoras 
7) Unidade Classista: Vitória do sindicalismo classista na construção civil do Ceará 
8) América Latina: Vitória na Venezuela fortalece a Revolução Bolivariana e é um novo recado ao imperialismo 
9) Internacional: Israel: 70 anos de massacres contra o povo palestino 
10) Coletivo Minervino de Oliveira: A História dos Vencedores e do Apagamento da RESISTÊNCIA NEGRA 

Leiam, se informem e compartilhem para que a informação chegue cada vez mais longe. 
Link para acessar e fazer a leitura e o download gratuito do arquivo em PDF
(http://opp.dls.hol.es/O_Poder_Popular_33-LEITURA.pdf)

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Tio Sam e seus capachos em: Como planejar o roubo do Brasil e entregar a mercadoria roubada ao ladrão do Norte!


Tio Sam e seus capachos em: Como planejar o roubo do Brasil e entregar a mercadoria roubada ao ladrão do Norte!

Esse quadrinho faz parte da revista preparada pelo sindicato dos trabalhadores na Indústria da Alimentação e afins da cidade de Mogi Mirim e região. Maio de 2016. Frente Brasil Popular / Contac / CUT


segunda-feira, 14 de maio de 2018

A Farsa do "Holodomor" (1932-1933)






É aceito pelos historiadores credíveis que houve fome na Ucrânia, no início de 1930. Todavia, não há consenso sobre as causas do que é conhecido por muitos como o "Holodomor" ou holocausto ucraniano. Dentro desse debate, os fins da propaganda antissoviética devem ser analisados com um filtro minucioso.

A fome ucraniana não foi a primeira registrada em solo soviético. A própria Rússia suportou 150 fomes em seus mil anos de história datada. A tragédia do aventureirismo czarista na Primeira Guerra Mundial, a revolução dos bolcheviques, a intervenção militar estrangeira, o isolamento político internacional, a guerra civil e a seca severa, culminou na fome russa de 1921-22.

A história não pode culpar o bolchevismo por essa seca. Quando a gripe espanhola liquidou 20 milhões de pessoas na América e na Europa, nos anos 1918-1920, ninguém incriminou a governança por assassinar seus próprios cidadãos.

A URSS conseguiu modernizar a sua infra-estrutura agrícola, procurando alimentar seus 120 milhões de camponeses. Anteriormente, os camponeses cultivavam com métodos que remontava à Idade Média e até aos tempos bíblicos.

O conflito sobre coletivização, que em algumas regiões ascendeu quase uma guerra civil, a sabotagem da agricultura por aqueles hostis ao Estado soviético e a seca foram fatores que contribuíram para a causa da fome ucraniana. Diversos camponeses optaram por sacrificar animais, queimar campos e interromper o cultivo como forma de protesto contra a coletivização. A falta de alimentos, causando subnutrição nas pessoas, levou a um aumento no número de vítimas de doenças epidêmicas. Foi somente com a criação da penicilina que tais epidemias poderiam ser neutralizadas. Portanto, não houve nenhum genocídio ou milhões de mortes causadas ou autorizadas por Stálin.

Mário Sousa relaciona o mito de genocídio com o pensamento de Adolf Hitler. Em 1925, em Mein Kampf, Hitler proclamou a Ucrânia como uma parte essencial ("espaço vital"). Alemanha iria "libertar" este território, a fim de abrir espaço para a raça ariana alemã, e a população lá existente seria escravizada. Mas a "libertação" nazista da Ucrânia só poderia vir com uma guerra contra a União Soviética, e a desculpa tinha que estar bem formulada com antecedência. O objetivo do mito de genocídio era manipular a opinião pública mundial para a eventual invasão nazista da União Soviética. 

A opinião mundial, obviamente, não inclui o povo da URSS. A opinião, na verdade, apenas implicava no Ocidente, particularmente na América e Grã-Bretanha. Na guerra civil que se seguiu à Revolução Bolchevique de 1917, as forças militares de até quatorze países (incluindo os Estados Unidos e a Grã-Bretanha) estavam lutando contra o Estado soviético incipiente. A finalidade da intervenção foi justificada pelo então secretário britânico, Winston Churchill: "o bolchevismo deve ser estrangulado à nascença".

A Segunda Guerra Mundial foi o contexto em que os nazistas tentaram fundamentar a sua ambição de expansão para o leste. Os nazistas também precisavam conquistar os corações e mentes de seus próprios cidadãos para qualquer guerra. A máquina de propaganda sob Goebbels vendia a história de que alemães étnicos passavam fome na União Soviética, como uma consequência direta do plano quinquenal soviético.

Para influenciar a opinião pública no Ocidente, os nazistas recorreram ao seu amigo William Randolph Hearst, um magnata da mídia americana, inspirador para Orson Welles de "Cidadão Kane" e o criador do "jornalismo marrom" (histórias sensacionalistas de confiabilidade duvidosa). Através de seus trinta jornais e revistas, cujo León Trotsky era um dos colaboradores, Hearst exerceu uma enorme influência política mundial. Seu pensamento foi totalmente hostil com a União Soviética e, especialmente, contra Stalin.

Hearst também utilizou seus jornais para fins de propaganda nazista, publicando uma série de artigos de Hermann Göring, o braço direito de Hitler. Os protestos de muitos leitores, no entanto, forçou-os a parar de publicar tais itens.

Depois de sua visita a Hitler, periódicos de Hearst foram preenchidos com "revelações" sobre os "lastimáveis" acontecimentos na União Soviética. Assassinatos, genocídio, escravidão, prosperidade para os governantes e fome para o povo, tudo isso se tornou notícias. O material foi fornecido a Hearst pela Gestapo, polícia hitlerista. Não devemos esquecer que estes artigos eram lidos diariamente por 40 milhões de pessoas nos Estados Unidos e milhões de outros ao redor do mundo. 

William Hearst, que era conhecido nos anos 1930 como "o fascista número um da América", encorajou Benito Mussolini a escrever artigos, pagando-lhe um salário mais elevado do que recebera como chefe italiano. Hearst também deu incentivos financeiros em suas negociações com Hitler: os nazistas, em troca, asseguraram comprar suas notícias estrangeiras através da International News Service, por cerca de um milhão de marcos por ano.

Em agosto de 1934, Hearst foi apontado no New York Times dizendo: "Se Hitler conseguir remar para o caminho da paz e da ordem... ele terá realizado uma medida de bem não só para o seu próprio povo, mas para toda a humanidade". De fato, em seu jornal 'New York American', Hearst aconselhara os europeus, em 1941, mesmo aqueles sob ocupação nazista, apoiar a invasão alemã contra a União Soviética, visando "unir-se contra a face de expansão do comunismo".

O mito de uma fome deliberada foi inventada primeiro entre os nazistas e seus simpatizantes na mídia ocidental. Essa ideia não faleceu com a derrota do regime nazista em 1945. entretanto se intensificou na Guerra Fria, principalmente entre turbas hostis à ideia de comunismo, agências ocidentais de inteligência, acadêmicos patrocinados e/ou ucranianos ultranacionalistas (incluindo ex-nazistas). Esses palpites, ainda, são partilhados até hoje. Sempre existiu fome em solo ucraniano, e até mesmo as apostilas e livros do pais admitem isso. Depois da coletivização, não houve mais nenhum tipo de fome ou seca na Ucrânia, exceto no período da Grande Guerra Patriótica (1941-1945).

# O texto acima foi originalmente publicado no extinto site da ‘’Folha Marxista’’ no endereço eletrônico: http://folhamarxista.blogspot.com/2015/05/holodomor-1932-1933.html.
O mesmo foi colhido através de publicação na página ''Botafogo Bolchevique'', no canal do Facebook, em 18 de maio de 2015.

Fonte dos Vídeos: Os vídeos foram postados em 20 de dezembro de 2010 por Cristiano Alves no site ''A Página Vermelha''. 
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HOLODOMOR = Farsa inventada pelos nazistas para criminalizar Stalin e a URSS, de forma a tentar diminuir e anular a relevância histórica do HOLOCAUSTO cometido pelos NAZISTAS contra diversos povos da Europa, incluindo uma maioria de judeus. 

Essa história do Holodomor foi disseminada na década passada pelo ex.presidente da Ucrânia Viktor Yanukovich, que era um político abertamente contrário ao regime socialista da URSS. Em seu país durante o seu governo foi desmascarado como sendo um notório corrupto que fugiu da Ucrânia para se exilar na Rússia, acusado de fraude financeira, e encontra-se na lista de procurados da Interpol.

Ex-presidente da Ucrânia entra na lista de procurados da Interpol

Nos sites ucranianos e em outros montados em países distintos como o Brasil, são colocadas fotografias de forma falsificada para enganar os leitores mais ingênuos que acreditam em tudo o que veem, e não procuram pesquisar a veracidade dos fatos em relatos históricos e em fontes confiáveis.

É comum encontrar fotografias postadas nesses sites ucranianos da fome que aconteceu na Rússia em 1921, da fome que aconteceu nos EUA, e até mesmo fotografias da fome que aconteceu no Nordeste do Brasil no século XIX, como sendo da suposta fome ucraniana de 1933-1934.

A partir de um estudo e de uma pesquisa em sites governamentais e acervos de fotos dos países citados acima, fica fácil desmascarar a farsa criada por simpatizantes do nazismo e neo-nazistas oriundos da Ucrânia e de outros países, que visam sobretudo criminalizar o sistema de governo da URSS.

Outras fotos utilizadas pelos falsários foram retiradas do acervo do cientista e explorador norueguês Fridtjof Nansen (https://pt.wikipedia.org/wiki/Fridtjof_Nansen), que encontra-se no site da Biblioteca Nacional da Noruega. Efetivamente fotos tiradas em 1921 na Rússia, conforme consta nos arquivos da página (https://www.nb.no/)

(Basta olhar as fotos nos sites ucranianos e fazer a comparação com as originais postadas nesse arquivo, cujos links encontram-se abaixo)






Outra página que mostra dezenas de fotografias e imagens de livros sobre a fome na Rússia em 1921 encontra-se no link da página russa LiveJournal
[https://chronograph.livejournal.com/255794.html?thread=4105010]

Bezlitosne fotografie: głód w Rosji w latach 1921-1923 (Fotografias impiedosas: fome na Rússia em 1921-1923)
[http://fototekst.pl/bezlitosne-fotografie-glod-w-rosji-w-latach-1921-1923/]

Ужасы голода зимы 1921-22г. Балаковского района (Horrores da fome no inverno de 1921-22. Distrito de Balakovo)
[https://hodor.lol/post/19974]

Muitas fotos que aparecem na exposição do Holomodor na Ucrânia (Ver Vídeo Acima) foram copiadas do acervo da fotógrafa norte-americana Dorothea Lange (1895-1965). Essas fotos foram retiradas durante a grande depressão norte-americana de 1929 e pertencem ao acervo documental do Arquivo Nacional dos EUA.
[http://arteref.com/arte-no-mundo/dorothea-lange/]


EXEMPLO DE COMO A FALSIFICAÇÃO DAS FOTOS É FEITA:

Na página abaixo do site Wikimedia tem uma fotografia das vítimas da fome na Rússia em 1921 com legendas escritas em francês, do álbum do cientista norueguês. 
A mesma foto cortada sem as legendas aparece no site brasileiro chamado Notícias da Ucrânia, com uma matéria defendendo o holodomor e criminalizando o comunismo em um texto patético. 
[http://noticiasdaucrania.blogspot.com.br/2011/02/ucrania-vitima-do-comunismo-russo.html]


Percebam na postagem falsificada que até mesmo as datas são desencontradas, pois como é algo inventado, então os falsários não sabem exatamente as datas corretas. Aqui é afirmado que o Holodomor aconteceu de 1929 a 1932.


LIVROS, REPORTAGENS E ARTIGOS ACADÊMICOS

1) Leiam o artigo chamado (O “Holodomor” e o filme “Bitter Harvest” são mentiras fascistas) do Professor norte-americano Grover Furr, especialista em história da URSS da Universidade de Montclair, EUA, publicado na revista Counterpunch em 3 de Março de 2017. O artigo está recheado de fontes históricas e apresenta links em azul para pesquisa de outras páginas do que é colocado no texto.
(https://iglusubversivo.wordpress.com/2017/11/19/grover-furr-o-holodomor-e-o-filme-bitter-harvest-sao-mentiras-fascistas/)

2) Mentiras sobre a história da União Soviética. De Hitler e Hearst a Conquest e Solzjenitsyn!
História dos supostos milhões de presos e mortos nos campos de trabalho e pela fome na União Soviética no tempo de Stáline.
(http://www.mariosousa.se/mentirassobreahistoriadauniaosovietica.html)

O autor do texto, Mário Sousa, é militante do partido comunista, KPML(r) na Suécia. O artigo foi escrito em sueco para o jornal do partido, Proletären – O Proletário – onde foi publicado em Abril de 1998.

Dezenas de artigos em inglês, francês e outras línguas (http://www.mariosousa.se/index.html)

3) Abaixo um artigo acadêmico postado na página Marxists denominado ''A colectivização e o «holocausto ucraniano»''. Esse artigo foi escrito pelo renomado escritor belga Ludo Martens (1946-2011) em seu livro ''Um Outro Olhar Sobre Stáline'' e se encontra no Capítulo V do mesmo.
(https://www.marxists.org/portugues/martens/1994/olhar/09.htm)

4) El mito de Holodomor: Documentos que desenmascaran la falsificación
(https://es.sott.net/article/40744-El-mito-de-Holodomor-Documentos-que-desenmascaran-la-falsificacion)

5) Livro: Um Outro Olhar Sobre Stalin / Autor: Ludo Martens (2009)
(https://drive.google.com/open?id=1b__OWQ7QgZaHJlUwoVkWI8jH7_Xj5CTb)

6) Livro: ''Fraud, Famine and Fascism'' - The Ukranian Genocide Myth from Hitler to Harvard (1987) (Tradução: ''Fraude, penúria e fascismo'' - O mito do genocídio ucraniano de Hitler a Harvard

''O investigador canadense, Douglas Tottle, denuncia, em seu livro Fraud, Famine and Fascism [Fraude, penúria e fascismo] a falsificação de documentos relativos a esse pretenso genocídio. Mostra, por exemplo, uma manchete do jornal Chicago American (jornal esse que pertencia a William Hearst, o “cidadão Kane”) com o título “Seis milhões perecem pela fome soviética” (25/2/1935). As fotos e relatos dessa reportagem foram feitas por Thomas Walker, um jornalista que nunca existiu e seriam, posteriormente, utilizadas por nacionalistas ucranianos em sua campanha pelo reconhecimento do genocídio ucraniano. Pouco depois que o Chicago American publicou a reportagem, outro jornal, o The Nation denunciou a reportagem como falsa. Descobriu-se, por exemplo, que uma das fotos publicadas no jornal eram de um jornal alemão que retratava a penúria por que passava a Alemanha no início da década de 1930.

O fato é que grande parte das “evidências” desse “genocídio” ucraniano veio das páginas dos jornais de Hearst, que fazia uma campanha contra o comunismo. A maior parte das fotos utilizadas, tanto por Hearst quanto pelos nacionalistas ucranianos fazia parte de um acervo utilizado pelos nazistas para fazer campanha contra o comunismo e datam, na verdade, do período da guerra civil que ocorreu logo após a Revolução de Outubro. Fica patente que a ideologia dos nacionalistas ucranianos era semelhante à dos nazistas. E, levando-se em conta o papel exercido pelos fascistas no golpe que ocorreu recentemente na Ucrânia, podemos considerar o holodomor como uma propaganda fascista.'' (FONTE: Revista Textos por Afonso Teixeira filho)

Uma cópia do Livro ''Fraud, Famine and Fascism'' - The Ukranian Genocide Myth from Hitler to Harvard em sua versão original em inglês é encontrado para leitura e download gratuito no endereço (http://www.garethjones.org/tottlefraud.pdf)

7) Artigo acadêmico denominado A "grande fome" na Ucrânia (Holodomor): um dos maiores mitos do século XX, escrito pelo historiador brasileiro Jones Manoel, da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco, e postado na página do jornal russo Pravda no dia 30 de outubro de 2017.(http://port.pravda.ru/mundo/30-10-2017/44306-grande_fome-0/)

8) Extrato do programa "Poyedinok" (Duelo), do Canal 1 da Rússia, de um debate cujo tema central era Stalin. Membro da equipe do político russo Vladimir Jirinovsky tentou ludibriar o escritor e historiador russo Nikolay Starikov com o mito do Holodomor, mas acabou passando vergonha e depois tendo a atenção chamada até do próprio Jirinovsky, devido a uma pergunta tola.

O mito do Holodomor já foi desmascarado por historiadores e estudiosos do Canadá, Bélgica, Itália, Brasil e por doutores em história da Rússia e da própria Ucrânia. É o uso político da história.




9) O artigo que segue abaixo foi publicado no site de um dos veículos jornalísticos da Russia chamado SPUTNIK. Nele consta uma entrevista em inglês com o economista, político e mestre em História Russa Nikolai Starikov, que cita muitas das causas da fome que aconteceu em 1932-1933 naquela região, onde o imperialismo utilizou a falácia do Holodomor para criminalizar o sistema comunista. Segue abaixo alguns trechos da entrevista.

Holodomor Hoax: West's 'Golden Embargo' and Soviet Famine of 1932-33 (Holodomor Hoax: "Embargo Dourado" do Oeste e Fome Soviética de 1932-33)
[https://sputniknews.com/russia/201511121029956744-holodomor-hoax-ussr-ukraine-starikov/]

A fome desastrosa de 1932-33 na URSS, usada pelo Ocidente como uma bala contra a União Soviética durante a era da Guerra Fria, não deveria ser tirada do contexto histórico circundante.

A fome, mais tarde politizada e sem fundamento, apelidada de "Holodomor", é apenas uma parte da história do jovem Estado soviético e das dificuldades que enfrentou após a Primeira Guerra Mundial.

Os governos ocidentais foram inicialmente hostis à liderança soviética e recusaram-se a reconhecer o novo estado. Depois que a intervenção da Entente fracassou ingloriamente, as potências ocidentais - mais notavelmente a Grã-Bretanha, a França e os Estados Unidos - tentaram assumir a URSS por meio de pressão econômica.

Em 1925, um chamado" bloqueio de ouro "foi imposto à URSS: as potências ocidentais recusaram-se a aceitar o ouro como pagamento pelo equipamento industrial que entregavam à Rússia. De repente, exigiram que o governo soviético pagasse pelo equipamento em madeira, óleo e grãos", enfatizou Starikov. (Ou, seja, os capitalistas e imperialistas tem muita culpa na fome que se abateu nessa região)

No início da década de 1930, grandes potências ocidentais - Estados Unidos, França e Grã-Bretanha - colocaram um embargo ao comércio com a União Soviética e se recusaram a vender qualquer coisa para a URSS. (A mesma tática que é utilizada até hoje contra Cuba, Venezuela e Coréia do Norte, por exemplo)

Na década de 1920, a Rússia, incluindo o território da atual Ucrânia, foi atingida por uma série de fomes, ocorrendo a cada dois ou quatro anos. Os proponentes do chamado conceito "Holodomor" (uma ideia de que o governo soviético deliberadamente organizou a fome devastadora de 1932-33) geralmente ignoram o fato de que a União Soviética passara por fomes severas em 1920-21, 1924, 1927 e 1928.

As fomes, causadas pelo atraso agrícola da Rússia, os desastres naturais e os efeitos de longo prazo das guerras, faziam parte de um problema mais amplo de abastecimento de alimentos na Rússia pós-Primeira Guerra Mundial.

Starikov explicou que, não tendo outros instrumentos para derrubar o indesejável regime comunista, as elites políticas e financeiras ocidentais planejavam instigar a agitação interna através, em particular, do déficit artificial de alimentos no estado soviético. A necessidade de usar grãos como meio de pagamento também reforçou a coletivização soviética, segundo o economista.

Coletivização de Stalin: quebrando o círculo vicioso

"As fomes da década de 1920, especialmente a de 1928, eram o pano de fundo, o contexto imediato, para a coletivização rápida e, em parte, forçada da agricultura", disse o professor e historiador norte-americano Grover Furr ao Sputnik, comentando o assunto.

"Este ciclo de fome é crucial porque nos permite ver que a coletivização NÃO causou "a fome de 32-33". Fomes ocorreram regularmente. Como Tauger prova, e como eu mencionei no livro "Blood Lies", a fome de '32 -'33 teve causas ambientais, assim como todas as outras por 1.000 anos”, enfatizou o professor.

"A única maneira de parar este ciclo de fome de mil anos foi modernizar a agricultura. Esse foi o grande triunfo da coletivização - que pôs fim a esse ciclo de fome", ressaltou.

O professor Grover Furr destacou que tanto os proponentes do conceito "Holodomor" quanto aqueles que rejeitam o "Holodomor", mas culpam a fome pela coletivização, nunca falam sobre este ciclo de fome, ou sobre a fome dos anos 1920.

"A fome de 1932-33 foi a ÚLTIMA Fome! Foi realmente um imenso triunfo, que só é negado porque foi realizado pelos comunistas e pelo socialismo, não pelos capitalistas e pelo capitalismo", acrescentou o professor Grover Furr.


Outros Textos: Por Ver! Ler & Conhecer


Site da EMBAIXADA da UCRÂNIA no Brasil com FOTOS FALSIFICADAS (Link para consulta)
[http://brazil.mfa.gov.ua/pt/press-center/photos/1253-fotoreportazh-z-vistavki-rozsekrechena-pamjaty-golodomor-1932-1933-rokiv-v-ukrajini-v-dokumentah-gpu-nkvd]

ALGUMAS FOTOS JÁ IDENTIFICADAS NESSA PÁGINA (Encima a foto original e embaixo a falsificação)



CONCLUSÕES:

As principais conclusões que tiramos ao realizar o estudo em cima de todo esse material, é que a fome e a consequente mortandade de milhares de pessoas na Rússia, na Ucrânia e demais países daquela região que se tornaram a URSS após a revolução de 1917, está ligada diretamente a:

1) Fatores climáticos, como secas recorrentes e o inverno rigoroso;
2) Fatores relacionados ao atraso agrícola de todos esses países;
3) Fatores relacionados às guerras que aconteceram nesta região;
4) Fatores relacionados aos embargos econômicos feitos pelos países imperialistas a URSS após a revolução de 1917, entre outros.

A farsa do Holodomor foi criada única e exclusivamente para disseminar na opinião pública, que o culpado pela fome era Stalin e o sistema comunista implantado na URSS, e que a morte por inanição de muitas milhares de pessoas, seria um planejamento arquitetado pelo governo comunista para matar o seu povo.

Então os falsários seguidores do nazismo criaram essa pseudo história com propósitos de:

1) Difamação do Estado Comunista;
2) Fazer o revisionismo da História;
3) Comparar o Holodomor ao Holocausto perpetrado pelos nazistas, como algo igual ou pior;
4) Enganar a opinião pública mundial, mentindo sobre Stalin e o Sistema Comunista;
5) Fortalecer o fascismo e o anti-comunismo nos países do Ocidente.

ATUALIZAÇÃO: 12/09/2020.


A postagem está em processo de atualização permanente, com novos textos, vídeos e artigos.

sábado, 12 de maio de 2018

Pioneiras da Ciência no Brasil (Livro SBPC 2013)



As contribuições das mulheres sempre foram apagadas da História. Pense bem: quantas mulheres cientistas você conheceu na escola, ao estudar a história das Ciências e das investigações científicas? Não é diferente para o Brasil: quem foram as primeiras cientistas no nosso país?

A Série Pioneiras da Ciência ajuda a preencher essa lacuna. Iniciada em 2013, com a publicação online de biografias anteriormente divulgadas pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, a Série conta com 70 biografias de cientistas pioneiras no Brasil e é resultado de pesquisas de Hildete Pereira de Melo e Ligia M. C. S. Rodrigues.

Com as biografias dessas incríveis pioneiras divulgadas, as pesquisadoras esperavam dar um pouco de visibilidade ao seu legado e à sua enorme contribuição para a sociedade brasileira. (FONTE: Portal CNPQ)

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Escrever a história das mulheres brasileiras cientistas é reconhecer que a participação feminina foi e é fundamental para o avanço do conhecimento. Estas pioneiras abriram as portas: do saber e do poder. Do saber, porque cada uma delas teve um importante papel para sua área de conhecimento. Do poder, porque provaram que as mulheres não são só aptas para a ciência quanto esta não pode prescindir de sua contribuição.

Esta é uma proposta inicial de visibilizar a história das mulheres pesquisadoras. O CNPq agradece às pesquisadoras Hildete Pereira de Melo e Ligia M. C. S. Rodrigues por terem disponibilizado os resultados de suas pesquisas sobre as pioneiras nas ciências. Este trabalho foi publicado primeiramente pela SBPC, em 2006, com o título: Pioneiras da Ciência no Brasil (FONTE: Portal CNPQ)

Pioneiras da Ciência no Brasil (Livro SBPC 2013) (1ª Edição)

Link para fazer a leitura e o download gratuito do livro em pdf
(http://cnpq.br/documents/10157/6c9d74dc-0ac8-4937-818d-e10d8828f261)

Link para fazer a leitura e o download gratuito do livro em pdf  (LINK ALTERNATIVO)
(https://drive.google.com/open?id=1-XcE7KPsTBZCNNgzuH0vRVhaFLsaBMfn)

Ao todo foram lançados seis edições contando a História das mulheres que foram as pioneiras em diversas áreas do conhecimento no Brasil, sendo que somente a primeira edição teve seu lançamento feito em formato de livro. Todas as outras cinco edições com novas biografias foram postadas online para consulta pública no site do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPQ.


2ª Edição: pelo site (para ler cada biografia, clicar em “ler mais”, porque o link do cabeçalho está quebrado) (http://cnpq.br/web/guest/pioneiras-da-ciencia-do-brasil2)

3ª Edição: pelo site (para ler cada biografia, clicar em “ler mais”, porque o link do cabeçalho está quebrado) (http://cnpq.br/web/guest/pioneiras-da-ciencia-do-brasil3)

4ª Edição: pelo site (para ler cada biografia, clicar em “ler mais”, porque o link do cabeçalho está quebrado) (http://cnpq.br/web/guest/pioneiras-da-ciencia-do-brasil4)

5ª Edição: pelo site (para ler cada biografia, clicar em “ler mais”, porque o link do cabeçalho está quebrado) (http://cnpq.br/web/guest/pioneiras-da-ciencia-do-brasil5)

6ª Edição: pelo site (para ler cada biografia, clicar em “ler mais”, porque o link do cabeçalho está quebrado) (http://cnpq.br/web/guest/pioneiras-da-ciencia-do-brasil6)

sábado, 5 de maio de 2018

Jornal ''O Poder Popular'', edição de número 32, maio de 2018, editado pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB)



Jornal ''O Poder Popular'', edição de número 32, maio de 2018, editado pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB).

1) Editorial: Reforçar as lutas unitárias em defesa das liberdades democráticas e dos direitos da classe trabalhadora 
2) Economia: Temer quer vender a Eletrobras. Nós vamos pagar a conta!
3) A luta da mulher negra contra a exploração, o racismo e o machismo 
4) Política: QUE DEMOCRACIA QUEREMOS?
5) História: Karl Marx 200 anos 
6) América Latina: Cuba tem um novo presidente: Miguel Díaz-Canel 
7) Internacional: Liberdade para Jesús Santrich! 
8) Mundo Contemporâneo: CAPITALISMO: UM SISTEMA MÓRBIDO 
9) 50 anos das Greves de Contagem. A Ousadia que Desafiou a Ditadura Militar! 
10) Nelson Pereira dos Santos: o cineasta que melhor retratou o povo brasileiro 

Link para acessar e fazer a leitura e o download gratuito do arquivo em PDF 

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quarta-feira, 25 de abril de 2018

República Popular Democrática da Coréia do Norte (RPDC) [Documentários]


El Pueblo del Mariscal - 10 Días em Corea del Norte (documentário / espanhol) (Rússia Today / TV-Novosti) (2014) (Rússia / Espanha)

Um belo documentário da emissora RT (Rússia Today), filial da Espanha sobre a Coréia do Norte e a vida do povo norte-coreano.

Postagem feita originalmente na página Ver! Ler & Conhecer
(https://www.facebook.com/VerLerConhecer/videos/882650235232792/)





Corea del Norte - El País de la Gente Feliz  (documentário / espanhol) (Rússia Today) (2017) (Rússia / Espanha)

Outro documentário gravado pela televisão russa que mostra a Coréia do Norte como um país muito diferente do que a mídia ocidental descreve. Nesse documentário a abordagem é feita encima da vida cotidiana do povo, suas festividades e celebrações, seu modo de vida, mostrando a imensa solidariedade, respeito e patriotismo desse povo que valoriza o seu país acima de tudo, por que o regime político em que vivem dá a eles todas as condições gratuitas de boa saúde, boa habitação, boa educação, boa segurança e boa qualidade de vida.

É evidente que sabemos que em todos os lugares do mundo existem problemas e na Coréia do Norte não seria diferente. Lá também existe pessoas muito pobres, mas é uma parcela menor da sociedade. A maioria do povo ao que parece está nivelada em um certo patamar de igualdade. Não posso afirmar para vocês se realmente o povo da Coréia do Norte seria realmente feliz como é colocado no título do documentário, até por que é um povo que sempre viveu o trauma da guerra e da destruição do seu país, a imensa matança dos seus antepassados pelos americanos, a árdua batalha de reconstrução (que ainda está acontecendo) de uma nação devastada com um único povo sendo separado em dois países diferentes pelos EUA e pela ONU. 

Para sobreviver e chegar aonde estão esse povo tem que manter uma disciplina diária, coisa que a enfraquecida civilização ocidental não gosta de fazer, mas os povos dos países orientais como China, Japão, Coréia do Norte, entre outros, são treinados a seguir desde criança, pois o sucesso e o desenvolvimento desses países consiste em ter um povo consciente e bem intelectualizado. 

Uma coisa que podemos afirmar com certeza e que é real quando passamos a comparar os diversos documentários que existem sobre esse país, é que eles possuem ao seu dispor todas as coisas que os povos dos países capitalistas ocidentais gostariam de ter de forma gratuita e não possuem, que é: saúde de qualidade, educação de qualidade, habitação de qualidade, segurança de qualidade, desenvolvimento nacional para benefício da população, e tranquilidade e dignidade para ter uma vida decente, sem sofrer abusos, roubos ou violências. (Ver! Ler & Conhecer)

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Kim Il Sung, o Eterno Presidente da Coreia Popular (Vídeo História / Português)

Todo dia 15 de abril, é celebrado na Coreia do Norte o Dia do Sol, em comemoração ao aniversário do Eterno Presidente e libertador da Pátria, Kim Il Sung. Saiba quem foi Kim Il Sung. (FONTE: Juche TV)




Kim Jong Il, o Comandante Supremo anti-imperialista (Vídeo História / Português)

Trecho do documentário "A Brilhante História da Grande Liderança" (Liderança de Kim Jong Il da Coreia), 2008.

Kim Jong Il foi o grande dirigente da República Popular Democrática da Coreia (Coreia do Norte) entre 1994 e 2011. Ele foi eleito para suceder seu pai, Kim Il Sung (fundador e primeiro líder da RPDC), e esteve à frente do país em um período muito difícil para o povo coreano, quando a Coreia do Norte estava praticamente sozinha nas relações internacionais, sem parceiros comerciais e submetida a um duríssimo bloqueio econômico dos EUA. Também nesse período, nos anos 90, o país sofreu com catástrofes naturais que destruíram parte de sua infraestrutura. Diante disso, Kim Jong Il elevou a teoria do Juche a um nível de desenvolvimento que lhe fez compreender que o Exército era o motor da nação naquele momento difícil, elaborando assim a Política Songun.

Graças à liderança de Kim Jong Il, a Coreia se recuperou da enorme crise, elevou seu desenvolvimento econômico e se reintegrou ao cenário internacional, estreitando as amizades com seus velhos companheiros anti-imperialistas. (FONTE: Juche TV)



República Popular da Coreia do Norte - Uma viagem ao Norte do Paralelo 38 (documentário legendado) (Hispan TV) (2017) (FONTE: Juche TV - Legendas português)

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A outra realidade da Coréia do Norte (documentário produzido por María Grossi) (720 HD) (2015)

"A Outra realidade da Coréia do Norte" é um documentário alternativo realizado com a finalidade de entender melhor a realidade coreana. 

Ver a outra face de muitos aspectos do país que a mídia nos mostra, muitas vezes de maneira distorcida, e entender o porquê de muitos de seus aspectos que antes criticávamos e, mesmo que continuemos a criticar ou que tenhamos mudado positivamente nossa opinião após conhecer a verdade, não será por que alguém está nos dizendo, mas porque, após conhecer melhor suas causas, suas lutas e seus medos, decidimos tampar os ouvidos e tirar nossas próprias conclusões. (FONTE: Juche TV)

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terça-feira, 24 de abril de 2018

Brazil - The troubled land (1964) [Pequeno Documentário Inédito no Brasil sobre as Lutas pela Reforma Agrária na Década de 60]




Documentário filmado em 1961, sobre a luta pela terra em Pernambuco e as Ligas Camponesas, para a rede de televisão estadunidense ABC. 

Enviada a pedido do então governo dos EUA, a cineasta Helen Rogers foi ao Nordeste documentar o suposto surgimento de uma "Nova Cuba", e os ditos perigos da atuação de Francisco Julião sobre a massa camponesa. Assim, os EUA preparava o terreno para posteriormente justificar, perante a opinião pública, seu apoio ao golpe e ditadura militar que aconteceria no Brasil no mesmo ano de exibição do filme. 

O documentário foi filmado na Zona da Mata de Pernambuco, de modo a filmar a vida diária de um camponês. Na feira de Carpina encontrou um Severino, cortador de cana, que trabalhava para o latifundiário chamado Constâncio Maranhão. 

A filmagem demorou aproximadamente 25 dias, tendo a contribuição da Sudene para transporte, etc. 

"The Troubled Land" passou nos EUA, onde alcançou grande repercussão, mas nunca foi veiculado na televisão brasileira. De acordo com Celso Furtado, que tem em seus arquivos uma cópia do programa, ‘o Conselho de Segurança Nacional o julgou inconveniente’.  

Os tiros de Constâncio Maranhão diante da câmera mostrava bem o poder secular do latifúndio, que faria em abril de 1964 os rios correrem repletos de cadáveres de camponeses das Ligas.

Descoberto o filme que o Brasil não podia ver (Portal Vermelho - 06/11/2015)

Urariano Mota: a cineasta que veio da CIA (ÁUDIO) (Portal Vermelho - 13/11/2015)

Urariano Mota: a cineasta que veio da CIA ou “Brazil: the troubled land” (TEXTO RETIRADO DO ÁUDIO) (Jornal GGN)

Legenda em português: Andreas Julião de Paula

Produção e direção: Helen Jean Rogers / Câmera: William Hartigan / Assistente de câmera: Fernando Martines / Operador de som: Roy Curtis / Edição: Walter Essenfeld, Larry Destefano, Nils Rasmussen, Carl Sachs / Redator: Leo M. Swaim Jr. / Música: Renato Rossini (arranjo e performance) / Narração: Oscar Rose / Reportagem: Helen Jean Rogers / Coordenador de produção: William Starkey / Produtor executivo: John H. Secondari / Ano: 1964

Francisco Julião, um eterno lutador da Reforma Agrária (História / Biografia) (MST - Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra - 16/02/2017)

Francisco Julião (História / Biografia) (FGV CPDOC)

Fonte do Texto: Página do canal do Youtube de Leonardo C.

AO CLICAR NO VÍDEO ATIVE A LEGENDA EM PORTUGUÊS NA BARRA INFERIOR.


domingo, 22 de abril de 2018

República Popular Democrática da Coréia do Norte (RPDC)


1) Entendendo o funcionamento da sociedade na República Popular da Coréia do Norte (Entrevista Legendada) (Emissora: Russia Today - RT Espanha) (2017)

Alejandro Cao de Benós, representante do governo da República Popular Democrática da Coreia no Ocidente, explica como é o dia a dia dos cidadãos na Coreia do Norte. O trabalho, o lazer, a cultura, o culto à liderança e o sistema socialista do país.

Espanhol e há quase 20 anos trabalhando para Pyongyang e vivendo na RPDC, Alejandro sabe como funciona uma sociedade capitalista assim como uma sociedade socialista, e explica de forma clara nesta entrevista como as mazelas sociais do capitalismo não existem na Coreia do Norte, como desigualdade, miséria, as drogas e a violência. (FONTE: Juche TV)

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2) Coréia do Norte mostra como se lida com o imperialismo - Por que a Coréia do Norte desenvolveu armas nucleares!? (16/10/2017)

A Coréia do Norte tem uma série de motivos para desenvolver seu programa nuclear. A principal razão é a ameaça constante que os EUA representam ao país, desde a Guerra da Coreia, quando os EUA devastaram a RPDC e assassinaram quase um terço de sua população.
(http://causaoperaria.org.br/blog/2017/10/02/coreia-do-norte-mostra-como-se-lida-com-o-imperialismo/)

Os EUA invadem nações soberanas e destroem países, massacram populações inteiras e patrocinam golpes de Estado, tudo para garantir o domínio das grandes corporações multinacionais sobre o mercado, e o controle dos recursos naturais dessas nações. (FONTE: Juche TV)

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(https://www.facebook.com/VerLerConhecer/videos/896026900561792/)





3) Como é a educação na Coreia do Norte? (Reportagem da emissora HispanTV) 

Reportagem de Ali Gudarzi, da HispanTV, sobre a educação na Coreia do Norte. A taxa de alfabetização é de 100% desde 1949. O sistema educacional do país segue estritamente uma das metas mais importantes da Unesco, que é a oferta de 12 anos de educação pública, gratuita e de qualidade para os estudantes. Além disso, o ensino universitário também é gratuito.

A educação na Coreia do Norte não consiste apenas no ensino dentro das salas de aula. Em todas as cidades existem os chamados "Palácios das Crianças", locais em que são realizadas atividades extra-escolares, especialmente atividades culturais e artísticas. Outros locais, como bibliotecas e museus, também estão presentes na vida cotidiana dos jovens norte-coreanos. (FONTE: O vídeo e o texto foram publicados originalmente no canal Juche TV)

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(https://www.facebook.com/VerLerConhecer/videos/940665156097966/)






4) Como é o sistema de saúde na Coréia do Norte! (Reportagem da emissora Hispan TV) (2017)

O canal de TV iraniano HispanTV fez uma reportagem mostrando como funciona o sistema de saúde da Coréia do Norte. No país socialista, a saúde é pública e gratuita para toda a população e, apesar das diversas sanções impostas pela ONU contra o país, os norte-coreanos continuam o seu desenvolvimento com recursos próprios e tecnologia nacional.

A assistência em saúde gratuita foi implantada na Coréia do Norte em 1947 e o sistema de saúde gratuito foi estabelecido de forma total em 1960. Não há falta de médicos em nenhum povoado do país. Em 2010 a RPDC foi eleita o terceiro país no mundo com o maior número de leitos de hospital disponíveis por habitante segundo dados da Organização Mundial da Saúde. (FONTE: Canal TV Juche / Canal Hispan TV)

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5) Como é a vida social do povo da República Popular da Coréia do Norte (Reportagem do canal Hispan TV) (2017)

O povo da Coréia do Norte utiliza aparelho celular? Como é que eles se vestem no seu dia a dia? Eles tem religião? Como vão para o trabalho? Conheça alguns aspectos da vida social dos cidadãos da Coréia do Norte na reportagem feita por Ali Gudarzi da emissora HispanTV. (FONTE: Juche TV)

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(https://www.facebook.com/VerLerConhecer/videos/929398797224602/)


6) Como é a zona rural na República Popular da Coréia do Norte?

Documentário sobre as zonas rurais da República Popular Democrática da Coreia (Coreia do Norte). O vídeo explica a formação e desenvolvimento do campo na RPDC desde sua independência, em 1945. Mostra a importância da agricultura para o país, bem como o funcionamento da estrutura rural, a crise sobre a economia agrícola na década de 1990 e como é a vida e o trabalho dos camponeses no interior da RPDC. (FONTE: Canal Juche TV)

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7) Como é a religião na Republica Popular da Coreia do Norte? (Vídeo canal Juche TV) (2018)

A religião é um dos muitos temas que a mídia capitalista controlada pelo imperialismo americano usa para atacar e satanizar a Coreia do Norte. Neste vídeo mostramos a verdade sobre a religião na RPDC: 

Não há perseguição as religiões e nem a religiosos, e existem mais vertentes religiosas do que se imagina (existem cristãos católicos, protestantes e membros da igreja ortodoxa, além de budistas, confuncionistas e xindoistas por exemplo). 

Mostramos depoimentos dos próprios líderes religiosos norte-coreanos, em entrevistas concedidas à imprensa dos EUA. (FONTE: Juche TV - Texto e vídeo)

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segunda-feira, 16 de abril de 2018

A crise da Síria explicada em 10 minutos #Whysiria (Vídeo Aula) + Diário da Síria - A Guerra Vista Por Dentro (documentário)



Para entender toda essa guerra que os EUA implantaram na Síria através de grupos terroristas, é necessário conhecer a História desse país e daquela região, assim como os interesses estratégicos que estão em jogo.

Leia os links abaixo com diversas reportagens, que também vai ajudar no esclarecimento de toda essa barbárie que está acontecendo com o povo sírio.

Voltemos ao passado: quando os EUA invadiram o Iraque a justificativa foi que o presidente Saddam Hussein mantinha um arsenal de armas químicas que ameaçavam a paz mundial. Essas armas nunca foram encontradas e tudo ficou por isso mesmo. 

Wikileaks: EUA armaram Estado Islâmico e se recusaram a ajudar Síria no combate ao grupo 
(Opera Mundi - 12/08/2014)

A quem interessa a guerra na Síria? (Brasil 247 - 22/10/2015)

EI – Estado Islâmico é uma criação dos EUA (CIA) e Israel (Mossad)



Nesse novo ataque os americanos disseram que a causa foi por que o governo sírio matou centenas de civis com o gás sarin.

Quem financia a fabricação, o envio e o uso do gás sarin na Síria?

O que eles querem é um pretexto e uma desculpa para iniciarem mais uma guerra, onde os interesses são sempre os mesmos, conseguir roubar o petróleo do povo sírio e exercer o controle do território alheio para fins de interesses próprios. 

EUA lançam mísseis contra Síria; para Rússia, é 'ataque a país soberano' (BBC Brasil - 07/04/2017)

Ataque à Síria é de 'vital interesse' para os EUA, diz Trump; veja vídeos - Jornal O Popular (06/04/2017)

Postagem originalmente feita na página Ver! Ler & Conhecer no canal do Facebook em 07 de abril de 2017 (https://www.facebook.com/VerLerConhecer/videos/794796897351460/)


Diário da Síria - A guerra vista por dentro (reportagem / documentário / legendado) (Rússia) (2015)



Diário na Síria é uma mega reportagem da emissora de TV Russia 24 (www.vesti.ru) sobre a Guerra Civil que acontece na Síria. 

Nesse vídeo jornalistas russos que acompanham a guerra de dentro do campo de batalha, relatam os horrores cometidos pelos "rebeldes" do chamado ''Exército Livre Sírio'' (Exército de terroristas e mercenários recrutados e financiados pelo imperialismo capitalista). Também traz depoimentos de moradores e familiares dos militares sírios que foram mortos em combate. Além do impressionante depoimento de uma jornalista da TV estatal síria que foi sequestrada por esses terroristas (mercenários). 

Um ótimo documentário sobre a História recente dessa guerra que, até agora, não sabemos quando nem como irá terminar.

Postagem originalmente feita na página Ver! Ler & Conhecer no canal do Facebook em 08 de abril de 2017 (https://www.facebook.com/VerLerConhecer/videos/795711390593344/)



Geopolítica (22/03/18): O que está realmente acontecendo na Síria? (TV 247)

Nesse vídeo entrevista com a Correspondente e voluntária na Síria, ''Lúcia Helena Issa'' fala sobre a guerra imperialista na Síria e o drama dos refugiados. O Vídeo com a entrevista começa no minuto (2:26).



Prestem bastante atenção nas informações e percebam as verdades que o Ocidente e a mídia controlada pelos grupos empresariais oculta para os povos daqui.

Nesse vídeo você saberá e terá a resposta para diversas questões, além de muitas outras como:

Quem promove a guerra e o terrorismo no mundo?
Quem ganha com as guerras e a destruição de outros países?
Por que não podemos confiar na mídia ocidental?

terça-feira, 10 de abril de 2018

Lula entrou pra história sem precisar sair da vida (Texto) (2018)



"Que Lula há muito tempo deixou de ser homem e se tornou uma instituição é consenso à direita e à esquerda. O que está em jogo, em disputa, é o significado da instituição, o que ela representa.

Lula é o maior corrupto da história do Brasil ou a principal liderança popular que esse país já teve?

A disputa está ai. No atual estado da situação não sobrou muito espaço para meio termo. Ou é uma coisa ou é a outra. Cada um que escolha seu lado.

Na condição de instituição, todo gesto de Lula tem dimensão simbólica, é lido e interpretado por todos, por detratores e admiradores. Lula pega o microfone e o país paralisa em frente à TV. Os admiradores choram. Os jornalistas a serviço da mídia hegemônica silenciam. Ninguém fica indiferente a uma instituição desse tamanho.

Lula sabe perfeitamente que está sendo observado, conhece muito bem o tamanho que tem e explora com extrema habilidade sua capacidade de fabricar símbolos.  

Aqui neste ensaio, trato de uma parte muito pequena da biografia de Lula, mas que talvez seja, na perspectiva simbólica, a mais importante. Talvez seja até mais importante que os oito anos de seu governo. 

Falo das 34 horas em que Lula esteve no sindicato dos metalúrgicos, sob os olhares do mundo, construindo a narrativa de seu próprio martírio.

Não falo em “resistência”, pois desde a condenação no Tribunal da Quarta Região, em 24 de janeiro, que o destino de Lula já estava selado. Os advogados cumpriram sua função, recorrendo a todas as instâncias e tentando um habeas corpus, mas todos já sabiam que Lula seria preso.

Por isso, seria ingênuo dizer que o que aconteceu em São Bernardo do Campo foi um ato de resistência. Lula é um político experiente demais para resistir em causa perdida. 

Alguns companheiros e companheiras, no auge da emoção, tentaram usar a força. Lula fugiu da custódia dos trabalhadores e se entregou à Polícia Federal, pois sabe que contra o braço armado do Estado ninguém pode. Lula sabe que aqueles que ali estavam eram trabalhadores e trabalhadoras, pais e mães de família. Não eram soldados. Não eram guerrilheiros. A resistência não era possível.

Lula sabe que seria impossível sustentar aquela mobilização durante muito tempo e por isso não resistiu. Mas daí a se entregar resignado como boi manso para o abate a distância é grande, muito grande.

Penso mesmo que Lula fez mais que resistir, já que a resistência seria quixotesca, irresponsável. Lula pautou a própria prisão, saiu da posição de simples condenado pela justiça para se tornar o dono da narrativa. Lula foi sujeito do próprio encarceramento, deu um nó nas forças do golpe neoliberal.

Muitos achavam que Lula deveria ter fugido para uma embaixada amiga e de lá partido para o exílio no exterior. Confesso que também pensei assim. Mas Lula é muito mais inteligente que todos nós juntos.

Lula sabe que já viveu muito, sabe que não lhe sobra muito tempo de vida. O que resta agora é a consolidação da biografia, o retorno às origens, seu renascimento como ícone da esquerda brasileira, imagem que ficou um tanto maculada pelos oito anos em que governou o Brasil. 

É que no capitalismo não existem governos de esquerda. Governo de esquerda só com revolução e Lula nunca foi revolucionário, nunca prometeu uma revolução.

Todo governo legitimado pelas instituições burguesas será sempre burguês. No máximo, no melhor dos cenários, será um governo de centro sensível às demandas populares. O lulismo foi exatamente isso: uma prática de governo de centro sensível às necessidades dos mais pobres. O lulismo transformou o Brasil pra melhor, com todos os seus limites, com todas as suas contradições.

Mas para encerrar a vida em grande estilo carece de algo mais. Era necessária a canonização política. E só a esquerda canoniza líderes políticos. A direita é dura, cinza, sem poesia.

O golpe neoliberal conseguiu reconciliar Lula com as esquerdas, o que há poucos anos parecia algo impossível de acontecer.

É que pra ser canonizado pelas esquerdas nada melhor que ser perseguido pelo poder judiciário, habitat histórico das elites da terra. Basta lançar no google os sobrenomes da maioria dos nossos juízes, procuradores e desembargadores e veremos os berços de jacarandá que embalaram os primeiros sonhos dos nossos magistrados.

É claro que Lula não planejou a perseguição. É óbvio que ele não queria ser perseguido. Se pudesse escolher, estaria tendo um final de vida mais tranquilo, talvez afastado da política doméstica e atuando nas Nações Unidas. Mas já que a vida deu o limão, por que não espremer, misturar com açúcar, cachaça, mexer bem e mandar pra dentro?

Lula fez exatamente isso: uma caipirinha com os limões azedos que seus adversários togados lhe deram.

Primeiro, ele fez questão de esgotar todos os mecanismos legais. A sentença de Moro, os votos dos desembargadores, os votos dos Ministros da Suprema Corte não são palavras ao vento. São “peças”, para falar em bom juridiquês, que ficarão arquivadas e disponíveis para a consulta, para análise. 

Imaginem só, leitor e leitora,  os historiadores que no futuro, afastados da histeria e das disputas que hoje turvam nossos sentidos, examinarão a sentença de Sérgio Moro,  verão que o juiz não foi capaz de determinar em quais “atos de ofício” Lula teria beneficiado a OAS para fazer por merecer o tal Triplex do Guarujá.

É como se Moro estivesse falando: "não sei como fez, mas que fez, ah fez".

E o voto dos desembargadores do TRF 4, atravessados de juízos de valor, quase sem relar no mérito da sentença?

E o voto de Rosa Weber? Por Deus, o que foi aquele voto de Rosa Weber?

“Sei que estou votando errado, mas vou continuar votando errado só porque a maioria votou errado. Uma maioria que só vai votar porque eu vou votar errado também.”

Lula, ao se negar a fugir, obrigou cada um desses togados a deixar impressos na história os rastros da própria infâmia. 

Uma vez decretada a prisão, o que fez Lula? 

Deu um tiro no peito? Se entregou em São Paulo? Foi pra Curitiba? Fugiu?

Não! 

Lula se aquartelou no sindicado mais simbólico da redemocratização brasileira, o sindicado que representa as expectativas que nos 1980 apontavam para um Brasil mais justo, mais solidário. 

No apogeu da crise que significa o colapso do regime político fundado na redemocratização, Lula decidiu encenar o seu martírio onde tudo começou.

Naquele que talvez seja o último grande ato de sua vida pública, Lula voltou às origens.

Protegido pela massa de trabalhadores, Lula não cumpriu o cronograma estipulado por Sérgio Moro. Cercado por uma multidão, o Presidente operário transformou o sindicato dos metalúrgicos numa embaixada trabalhista.

A Polícia Federal, o braço armado do governo golpista, disse que não usaria a força. A Polícia Federal sabia que o povo resistiria, que sem negociação não tiraria Lula do sindicado sem deixar uma trilha de sangue.

Lula negociou e, nos limites dados por sua posição de condenado pela justiça, venceu e humilhou a instituições ocupadas pelo golpe neoliberal. 

Lula não estava foragido. O mundo inteiro sabia onde ele estava e mesmo assim o Estado brasileiro não foi capaz de prendê-lo no prazo determinado pela justiça golpista. Durante um pouco mais de 30 horas, Lula foi um exilado dentro do Brasil, como se São Bernardo do Campo fosse uma República independente, a "República Popular dos Trabalhadores".

Lula fez de uma missa em homenagem a Dona Marisa Letícia um ato político e aqui temos mais um lance simbólico do Presidente operário: restabeleceu as pontes entre a esquerda brasileira e a Igreja Católica, aliança que tão importante nos anos 1970, quando sob as bênçãos da Teologia da Libertação foi fundado o Partido dos Trabalhadores.

No palanque, junto com o Padre, estavam Lula e as futuras lideranças da esquerda brasileira. Lula dividiu seu espólio em vida, tomou pra si esse ato mórbido ao abençoar Boulos, Manuela e Fernando Haddad. 

Lula unificou em vida a esquerda brasileira. Não só unificou, mas  pautou, apresentou o programa, cantou o caminho das pedras.

Lula deixou claro que o povo mais pobre precisa comer melhor, precisa consumir, viajar de avião, estudar na universidade. Lula, o operário que durante a vida inteira foi humilhado por não ter diploma de ensino superior, foi o professor de milhões de brasileiros que sonham com um país melhor.

É como se Lula estivesse dizendo: “num país como o Brasil, a obrigação mais urgente da esquerda é transformar o Estado burguês em agente provedor de direitos sociais”.

Lula discursou durante uma hora em rede nacional, se defendeu das acusações. Não foi uma defesa para a justiça, mas sim para o tribunal moral da nação. Não foi um discurso para o presente. Foi um discurso para a história.

Não, meus amigos, acuado pelas forças do atraso, Lula não deu um tiro no próprio peito.

Lula mandou trazer cerveja e carne e fez um churrasco com seus companheiros e companheiras. Foi carregado pelos seus iguais, foi tocado, beijado. Saliva, suor, pele.

Lula não deu um tiro no próprio peito.

Getúlio é gigante, sem dúvida, mas também era herdeiro das oligarquias. Lula é o único trabalhador que, vindo da base da sociedade, conseguiu governar e transformar o Brasil. Lula já é maior que Getúlio.

Diferente de Getúlio, Lula entrou pra história sem precisar sair da vida."


Texto do historiador e professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Rodrigo Perez Oliveira.